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Como ajudar as almas do purgatório?




Em virtude da comunhão dos santos, desta misteriosa solidariedade que liga todos os membros da Igreja além mesmo das fronteiras da morte, podemos encurtar o período de purificação das almas de nossos parentes mais próximos no purgatório, enquanto elas próprias podem rezar por nós

A Igreja não demorou muito para introduzir uma oração pelos mortos em suas Eucaristias. Uma oração que os judeus já faziam. Na verdade, embora nossos pecados sejam completamente perdoados por Deus assim que os confessamos com um desejo sincero de nos converter, eles deixam em nós toda uma série de hábitos de egoísmo ou de maldade, dos quais devemos nos livrar para entrar no Reino de amor. Por isso, é importante ajudar as almas do purgatório.

O purgatório, dizia o Santo Padre de Ars, é “uma espécie de enfermaria” em que estamos colocados em quarentena por termos sido contaminados pela peste no país de onde viemos. É por isso que as almas que estão aí não se rebelam porque são forçadas a suportar este transe de purificação: sentem que precisam dele. Mas o mais maravilhoso disso é que, em virtude da comunhão dos santos, dessa misteriosa solidariedade que liga todos os membros da Igreja além mesmo das fronteiras da morte, podemos encurtar o período de purificação das almas de nossos parentes mais próximos no purgatório, enquanto elas próprias podem rezar por nós.

O dever de rezar pelos falecidos

Sobretudo a oferenda do santo sacrifício da missa é o que pode ajudar as almas do purgatório. Isso porque Jesus Cristo é o único Salvador. No entanto, “por Ele, com Ele e nEle”, podemos oferecer orações e sacrifícios para eles, os nossos parentes mais próximos falecidos. Mas também as orações e sacrifícios de todos os outros membros da Igreja. Daí a antiga prática das indulgências. A Igreja considera, com efeito, ter recebido do Senhor o poder de extrair do tesouro de todos os méritos dos santos para difundir seus bens a todos os que humildemente aceitam recebê-los. Jesus prometeu a Pedro: “Tudo o que ligares na terra será ligado nos céus” (Mt 16,19).

Eu faço três coisas quando recito uma oração indulgente para ajudar as almas do purgatório.

  1. Reconheço que ainda tenho que deixar tudo que me impede de me elevar totalmente em direção a Deus.

  2. Também reconheço a solidariedade que une todos os membros da Igreja: “Nela cada um carrega o outro e todos são carregados por Ele”, dizia São Gregório Magno.

  3. Finalmente, reconheço que a Igreja recebeu do Senhor o poder de extrair esse tesouro espiritual para distribuí-lo a todos que desejam se beneficiar dele.

“Se soubéssemos quantas graças poderíamos obter”

Enfim, o Santo Padre de Ars lembrava com frequência o nosso dever de rezar pelos nossos familiares falecidos e ajudar as almas do purgatório: “Se o Bom Deus permitisse que se manifestassem, nós os veríamos lançar-se aos nossos pés: –Ah! Meus filhos, tende piedade de nós! – diriam as pobres almas. Elas vinham pedir uma oração, uma missa”. Mas também dizia: “Se soubéssemos quantas graças poderíamos obter por meio das almas do purgatório, não seriam tão esquecidas”.

 

fonte: Edifa - publicado em 30/10/20



Fiéis Defuntos: Fundamental é «escutar», diz padre João Pedro Cardoso, conselheiro do luto


Sacerdote da Diocese de Viseu refere que «palavra de suporte» pode ser «o silêncio de quem escuta»

 

 O padre João Pedro Cardoso, pároco e capelão hospitalar na Diocese de Viseu, é conselheiro do luto e afirma que na morte “ter dois ouvidos para escutar é fundamental” e quando não há palavras a dizer, basta permanecer “em silêncio”.

“A palavra de suporte, muitas das vezes, é o silêncio de quem escuta, escutar estas pessoas, deixa-las falar, deixar as suas lágrimas sair não apenas para mostrar a dor mas também para sarar a ferida que está no coração”, refere o pároco de Canas de Santa Maria, de Lobão da Beira e de Tonda e capelão do Hospital de S. Teotónio de Viseu.

Em entrevista à Agência ECCLESIA, no contexto da ‘comemoração de todos os fiéis defuntos’, o dia de finados (2 de novembro), o padre João Pedro Cardoso assinala que “é muito importante” permanecer “em silêncio” junto da pessoa enlutada, para que esta saiba que tem ali alguém com que pode contar.

“A pessoa que sofre tem direito a mostrar o seu sofrimento, a pessoa que está triste tem direito a mostrar a sua tristeza, a pessoas que perdeu algo ou alguém que ama ou gostava tem direito a mostrar tudo isto”, desenvolveu o conselheiro do luto.

Segundo o especialista, o luto, “marcado sobretudo pela perda de algo ou de alguém”, “é um tempo que é preciso ser vivido” para que se passe “da perda à realidade das suaves memórias que as pessoas trazem ou que as coisas perdidas os trazem”, um tempo que “poderá demorar mais ou menos” e “é feito com alguma serenidade e, por vezes, momentos conturbados da própria história, da própria vida da pessoa”.

O padre João Pedro Cardoso, pároco de Canas de Santa Maria, de Lobão da Beira e de Tonda e capelão no Hospital de S. Teotónio de Viseu, refere que a pandemia da Covid-19 levou a “uma maior conturbação, uma maior perturbação das pessoas, uma confusão, uma desorganização emocional muito profunda” por causa da “ausência dos velórios”, das pessoas despedirem-se “dos próprios familiares”, e da “ausência de cerimónias religiosas”.

Aurora Soares, da Paroquia de Tonda, está a viver o luto pelo pai que faleceu a 7 de maio e revela que vai “buscar forças, muitas vezes” nas conversas com o padre João Pedro Cardoso, na participação na Eucaristia e na família, “que tem sido um grande pilar”.

“Atualmente existem horas boas e horas más. Ir à Missa e ouvir a palavra de Deus ajuda a atenuar a dor da perda e da separação que tive com o meu pai”, declarou à Agência ECCLESIA.

“Para iniciar o nosso luto é a partir do momento em que enterramos o nosso ente querido, aí começamos o outro trabalho, desde que recebemos a notícia que ele morre até à notícia do enterro andamos um pouco anestesiados”, acrescentou paroquiana, referindo que no cemitério conseguiu despedir-se “com serenidade”.

As cerimónias estão a ser feitas ainda apenas nos cemitérios, em breves celebrações religiosas mas na minha ação pastoral procuro sempre para além do aspeto religioso dar às pessoas a tal palavra, o tal momento de silêncio, a tal necessidade que as pessoas precisam para sentir aquela paz da perda mas ao mesmo tempo sintam a necessidade de fazer ali mesmo o seu próprio luto”.

O padre João Pedro Cardoso salienta que “mais do que a ausência das palavras, foi a ausência da presença” a mais sentida e destaca que “a presença de esperança dá mais força e apazigua a dor no coração das pessoas”.

“Penso que a esperança de hoje se vai buscar à força do coração, de facto, o luto magoa, o luto fere, o luto faz com que a pessoa se sinta destruída, se sinta ferida, mas há ou deve haver um conjunto de redes de suporte que vão ajudando as pessoas”, refere.

Aurora Soares acrescenta que, para viver o luto, também se refugiou nas pessoas que estiveram ao seu lado, nomeadamente, “a família mais chegada” que “tem um peso importante” e conta que, “nestas horas”, o mais importante “não é o que se diz, não são as palavras” mas “os gestos”.

“E era isso que não podíamos ter, às vezes um abraço vale muito mais do que as palavras, nestes momentos de dor não há palavras que se digam e esse carinho e esse abraço que acho que era o mais importante fomos privados”, lamentou.

 

fonte: Out 31, 2020 - 11:30 - Viseu, 31 out 2020 (Ecclesia)

 

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas



(
Lc 13, 31-35)

Naquela mesma hora, alguns fariseus chegaram perto de Jesus para lhe dizer: “Parte, some daqui, porque Herodes quer matar-te”. Ele respondeu: “Ide dizer a essa raposa que eu fico expulsando demônios e curando, hoje e amanhã; e no terceiro dia levarei a cabo a minha obra. Entretanto, devo continuar meu caminho hoje, amanhã e no dia seguinte, porque não convém que um profeta morra fora de Jerusalém. Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os mensageiros de Deus, quantas vezes quis reunir teus filhos, como a galinha a sua ninhada sob suas asas… e não o quiseste. Eis que vossa casa será deixada deserta para vós. Sim, eu vos garanto: não me vereis mais até (o tempo em) que digais: Bendito o que vem em nome do Senhor!”

Hoje, dia 1.º de novembro, a Igreja celebra ao redor do mundo inteiro a solenidade de todos os santos. Aqui no Brasil, contudo, a celebração é transferida para o domingo seguinte, para facilitar a participação dos fiéis na Santa Missa. Em todo caso, a Igreja nos concede a partir de hoje um período de oito dias para lucrarmos uma série de indulgências plenárias em sufrágio das almas dos fiéis falecidos. Lembremos, antes de tudo, que condições impõe a Igreja para que possamos obter qualquer indulgência plenária: a) em primeiro lugar, é preciso confessar-se, sendo que uma só confissão basta para esses oito dias, a não ser que se cometa entrementes algum pecado mortal; b) em segundo, é necessário receber a Sagrada Comunhão; c) por fim, deve-se rezar pelas intenções do Santo Padre, bastando para isso recitar um Pai-Nosso e uma Ave-Maria. Lembremos ainda que só se pode ganhar uma única indulgência plenária por dia, de sorte que para lucrar diversas indulgências plenárias se requerem, para cada uma delas, uma Comunhão distinta e uma nova oração nas intenções do Sumo Pontífice. Cumpridas estas condições, teremos de 1 a 8 de novembro a oportunidade de obter uma indulgência plenária, aplicável apenas às almas do Purgatório, sempre que visitarmos devotamente um cemitério e rezarmos, mesmo em espírito, pelos defuntos. Não é necessário, além disso, que a pessoa pela qual quisermos rezar esteja enterrada no cemitério visitado. Vale lembrar, por fim, que no dia de 2 novembro, comemoração dos fiéis defuntos, a Igreja não nos obriga a visitar nenhum cemitério: trata-se de um piedoso costume, mas a norma estabelece apenas que, neste, é suficiente cumprir as condições de costume e visitar piedosamente uma igreja ou oratório para receber a indulgência [1].

Referências

  1. Cf. Manual das Indulgências. Trad. port. da CNBB, 1986, nn. 13 e 67.

 



Esta é a indulgência para os falecidos indicada pelo Papa na pandemia




Dia dos Fiéis Defuntos: medidas para evitar multidões onde estas são proibidas devido à pandemia de Covid-19

O Papa Francisco autorizou a prorrogação das indulgências plenárias para os fiéis que morreram na situação de emergência deste ano de 2020, devido à pandemia de Covid-19, para todo o mês de novembro, com adaptações especiais de “obras e condições”.

O objetivo do Papa é a segurança dos fiéis que se lembram de seus entes queridos falecidos por ocasião do Dia dos Fiéis Defuntos, 2 de novembro.

De acordo com um decreto, publicado em 22 de outubro, por meio da Penitenciária Apostólica, o Vaticano recebeu muitos pedidos de padres este ano para se adaptar aos tempos de pandemia e, portanto, para “comutar as obras piedosas a fim de alcançar as Indulgências Plenárias aplicadas às almas do Purgatório, de acordo com o Manual de Indulgências”.

Norma

A Penitenciaria Apostólica estabeleceu e decidiu que, este ano, para evitar aglomerações onde forem proibidas, a Indulgência Plenária para aqueles que visitam um cemitério e rezam pelos defuntos, ainda que apenas mentalmente, de norma estabelecida apenas de 1° a 8 de novembro, pode ser transferida para outros dias do mesmo mês até seu término. Tais dias, escolhidos livremente pelo fiel, também podem ser separados uns dos outros.

A Penitenciaria Apostólica decretou que a Indulgência Plenária de 2 de novembro, estabelecida por ocasião da Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos para aqueles que visitam piedosamente uma igreja ou um oratório e ali rezam o “Pai-Nosso” e o “Credo”, pode ser transferida não apenas para o domingo precedente ou seguinte ou para o dia da Solenidade de Todos os Santos, mas também para outro dia do mês de novembro, à livre escolha de cada fiel.

Idosos e doentes

Os idosos, os doentes e todos aqueles que por motivos graves não podem sair de casa, por exemplo, por causa das restrições impostas pela autoridade competente para o tempo de pandemia, a fim de evitar que um grande número de fiéis se aglomere nos lugares sagrados, poderão obter a Indulgência Plenária. Isso desde que, unindo-se espiritualmente a todos os outros fiéis, completamente distantes do pecado e com a intenção de cumprir o mais rápido possível as três condições habituais (confissão sacramental, Comunhão eucarística e oração segundo as intenções do Santo Padre), rezem orações piedosas pelos falecidos diante de uma imagem de Jesus ou da Bem-aventurada Virgem Maria, como por exemplo, Laudes e Vésperas do Ofício dos Defuntos, o Rosário Mariano, o Terço da Divina Misericórdia, outras orações pelos mortos queridos dos fiéis, façam a leitura meditada de uma das passagens evangélicas propostas pela liturgia dos defuntos ou uma obra de misericórdia oferecendo a Deus as dores e dificuldades da própria vida.

Sacramentos

Segundo o Decreto, para obter mais facilmente a graça divina através da caridade pastoral, a Penitenciaria pede fervorosamente a todos os sacerdotes, dotados das faculdades oportunas, para se oferecerem generosamente para a celebração do Sacramento da Penitência e administrarem a Sagrada Comunhão aos enfermos.



fonte: Antoine Mekary | ALETEIA  Ary Waldir Ramos Díaz - publicado em 30/10/20

 

 

Indulgência plenária no Dia de Finados para as almas do purgatório: como ganhar?


 

 

Devido à pandemia, a Igreja flexibilizou neste ano uma parte das condições habituais

Indulgência plenária no Dia de Finados para as almas do purgatório: como ganhar? Esta pergunta costuma voltar à tona sempre que se aproxima o dia 2 de novembro.

Tradicionalmente, de fato, a Igreja concede a nós, católicos, a oportunidade de obter uma indulgência plenária para as almas do purgatório por ocasião do Dia de Finados.

Em 2020, porém, a pandemia do coronavírus levou o Vaticano a flexibilizar alguns aspectos das condições habituais para se conseguir a indulgência: em particular, o período para obtê-la.

Normalmente, é preciso realizar as obras enriquecidas de indulgência entre os dias 1º e 8 de novembro, mas, excepcionalmente, o período neste ano foi estendido para todo o mês de novembro.

 

Indulgência plenária no Dia de Finados

As condições para se obter a indulgência plenária de 2 de novembro, por ocasião da Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos, são:

1 – Condições gerais de toda indulgência:

  • Confessar-se, porque, para receber qualquer indulgência plenária, seja para si mesmo ou para as almas do purgatório, é imprescindível estar em graça e desapegado de todo pecado;

  • Receber a Sagrada Comunhão;

  • Rezar pelo Santo Padre e pelas suas intenções de oração.

2 – Condições específicas da indulgência por ocasião do Dia de Finados:

  • Visitar piedosamente uma igreja ou oratório e ali recitar o Pai-Nosso e o Credo: neste ano, poderemos realizar essa visita em qualquer dia do mês de novembro;

  • Visitar um cemitério e rezar pelos defuntos, mesmo que seja apenas mentalmente.

Importante: doentes, idosos e pessoas que não podem sair de casa devido às restrições da pandemia podem “unir-se espiritualmente aos outros fiéis”.

 

Orações sugeridas

No tocante às orações, cada fiel pode fazer as de sua preferência, mas sugerem-se algumas como:


 

“Eterno Pai, eu vos ofereço o Preciosíssimo Sangue de Vosso Divino Filho Jesus, em união com todas as Missas que hoje são celebradas em todo o mundo; por todas as santas almas do purgatório, pelos pecadores de todos os lugares, pelos pecadores de toda a Igreja, pelos de minha casa e de meus vizinhos. Amém”.

“Dai-lhes, Senhor, o descanso eterno, e que a luz perpétua os ilumine. Descansem em paz. Amém” (três vezes).

 

A Igreja também recomenda, entre as orações, rezar as Laudes e Vésperas do Ofício dos Defuntos, o rosário (ou terço) mariano, a coroa (ou terço) da Divina Misericórdia ou a leitura meditada de passagens do Evangelho próprias da liturgia dos fiéis defuntos.

A tradição também incentiva os católicos a realizarem uma obra de misericórdia, oferecendo a Deus as dores e dificuldades da própria vida.



 

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