A vida de piedade do Congregado Mariana se manifesta em alguns exercícios pessoais que se tornaram tradicionais, recomendados pelas antigas Regras Comuns, e continuam plenamente válidos realizados conforme as possibilidades e a moção interior do Espírito Santo em cada um. Assim, o Congregado Mariano diariamente deve,

"ao levantar-se, fazer breves atos de Fé, Esperança e Caridade, dar graças à Divina Majestade pelos benefícios recebidos e oferecer-lhe todo o seu dia, em união com o oferecimento eterno do Coração Santíssimo de Jesus, invocar a Virgem Maria, renovando sua Consagração a Ela, dar um tempo, durante o dia, à oração mental, rezar o Terço de Nossa Senhora e, ao deitar-se, fazer um pequeno Exame de Consciência com um fervoroso ato de contrição pelas faltas cometidas durante o dia" (Regras Comuns, art. 34).

É igualmente, recomendável a leitura e meditação da Sagrada Escritura, como alimento fundamental da vida de oração, e, para os que o puderem, recitar, em união com o louvor oficial da Igreja, o Ofício Divino da Liturgia das Horas.

 

É recomendável que cada Congregado Mariano tenha um confessor certo e "a ele manifeste, com toda sinceridade, o estado de sua consciência e por ele se deixe guiar e dirigir em tudo que respeita à vida espiritual" (RC, 36), e se aproxime freqüentemente da Confissão Sacramental (RC, 37) e, ao menos uma vez ao ano, por ocasião do Retiro Espiritual, faça a Confissão Geral (RC, 39).

 

O Congregado Mariano tenha como feita a si, de modo especial, a exortação da Igreja à Comunhão freqüente, e não se contente de receber o Pão Eucarístico em dias especiais, mas procure aproximar-se com freqüência e, se possível, diariamente, na Santa Missa, do Sacramento da Santa Eucaristia (RC, 39).

 

Deve o Congregado Mariano participar, com fidelidade e entusiasmo, dos atos de piedade promovidos pela Congregação Mariana, por exemplo, das orações próprias das reuniões ordinárias, das Santas Missas em comunidade, dos atos de culto e das manifestações religiosas públicas, dos encontros de oração, dos dias de recolhimento e formação espiritual, das romarias aos Santuários da Virgem Maria e outros.

 

Em especial, deve o Congregado Mariano participar anualmente, do Retiro Espiritual fechado ou, pelo menos, aberto, promovido pela Congregação ou a Federação Diocesana, segundo o método dos Exercícios Espirituais de Santo Inácio de Loyola, convencido de que este é um meio comprovadamente eficaz, recomendado pela Santa Igreja e tradicional nas Congregações Marianas, para reformar e afervorar a própria vida espiritual, criar o hábito da oração mental e do discernimento espiritual da ação do Espírito Santo em seu interior, para aprender a conhecer, seguir, amar e imitar a Jesus Cristo (RC, 9).

 

Procure cada Congregação Mariana, na medida das possibilidades, promover periodicamente celebrações marianas especiais, sempre de acordo com o Pároco ou com os responsáveis pelas Igrejas em que se realizarem. Estas celebrações deveriam ser feitas sobretudo nas festas litúrgicas da Virgem Maria. na festa do Santo Padroeiro que é seu título secundário, no Dia do Congregado Mariano, terceiro domingo de maio (RC, 10 e 11).

 

Regra de Vida, artigos 20 a 26